POLILAMININA
polilaminina é uma tecnologia brasileira desenvolvida na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que tem gerado grande repercussão como uma potencial esperança para a recuperação de movimentos em pessoas com lesões medulares agudas (paraplegia e tetraplegia). Desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio após décadas de estudo, a substância funciona como um “andaime” biológico que estimula a reconexão de nervos rompidos. [1, 2, 3, 4, 5]
Aqui está um resumo da situação atual da polilaminina, com base nas informações disponíveis até maio de 2026:
O que é a Polilaminina e Como Funciona?
Composição: É um composto sintetizado a partir da laminina, uma proteína retirada de placentas humanas.
Mecanismo: A polilaminina é aplicada no local da lesão medular e atua reconstruindo os axônios (pontes que transmitem informações na medula espinhal), agindo como uma “cola biológica” que promove o crescimento neuronal.
Foco: O tratamento visa principalmente lesões medulares agudas (recentes), com maior eficácia quando aplicada até três dias após o trauma. [1, 2, 3, 4]
A Polilaminina “Cura” a Paraplegia? (Verdade x Expectativa)
Status Atual: A polilaminina é um medicamento experimental, não uma cura comprovada.
Estudo Piloto: Em relatos preliminares, alguns pacientes com lesão completa relataram recuperação de movimentos sutis e controle de funções como a bexiga. No entanto, casos como o de um jovem tetraplégico que voltou a andar foram divulgados com grande impacto.
Necessidade de Cautela: A pesquisadora responsável ressalta que é uma possibilidade, mas não uma garantia de cura. Estudos em animais mostraram eficácia, mas testes em humanos estão em fase inicial. [1, 2, 3, 4]
Situação com a Anvisa e Estudos Clínicos
Autorização: Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou o início da Fase 1 dos estudos clínicos para avaliar a segurança e eficácia da substância em humanos.
Uso Compassivo: A Anvisa permitiu o “uso compassivo” da polilaminina em casos específicos, onde pacientes que não atendem aos critérios dos ensaios clínicos podem receber o tratamento.
Resultados Preliminares: Relatos indicaram que, em estudos iniciais, alguns pacientes apresentaram melhoras, mas, por outro lado, casos de óbitos em pacientes graves que receberam a substância foram registrados, com o laboratório fabricante, Cristália, negando relação direta. [1, 2, 3, 4, 5]
Desafios e Controvérsias
Revisão de Estudos: A pesquisadora Tatiana Sampaio admitiu a necessidade de revisões técnicas e ajustes na divulgação de dados de um estudo preliminar que teve a publicação rejeitada por periódicos científicos.
“Febre” e Marketing: Reportagens investigativas (como do UOL) levantaram questões sobre a pressão política e o uso de marketing para divulgar o medicamento antes da comprovação científica definitiva.
Acesso: Pacientes têm recorrido à justiça para conseguir o tratamento. [1, 2, 3, 4]
O que esperar da Polilaminina?
A polilaminina é considerada uma promessa científica brasileira importante. No entanto, sua eficácia e segurança só poderão ser comprovadas após a finalização das fases de ensaios clínicos (fase 1, 2 e 3). [1, 2, 3, 4, 5]
Para informações oficiais e atualizadas, é necessário acompanhar os relatórios da Anvisa e os resultados publicados da Fase 1 do estudo.

